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jun 24 2008

Psicodelismo no Mega Drive - parte 1: Toejam & Earl in Panic on Funkotron

Arquivado em Mega Drive, Plataforma, Resenhas

Quando um jogo é bom de verdade, parace que, ao jogar, somos teletransportados para outro lugar, a gente se desliga do que está acontecendo em volta e somente o video game existe naquele momento.

Nesse aspecto, é difícil encontrar algo tão forte e original quanto Toejam & Earl: Alienígenas, naves, cores fortes e mais uma porção de coisas que não consigo descrever.

Toejam & Earl

Toejam e Earl

Toejam e Earl são dois jovens alienígenas do fictício planeta Funkotron. Toejam (lado direito na imagem acima) é magro, vermelho, tem três pernas e usa um medalhão pendurado no pescoço. Earl é um gordão meio cor-de-laranja que veste calção de bolinhas e óculos escuro. Ambos, aliás todos os habitantes desse planeta louco, curtem funk.

A dupla já protagonizou dois jogos do Mega Drive, sendo o primeiro lançado 1991 e o segundo em 1993, e mais um do Xbox, de 2002.

Como o assunto é psicodelia, mesmo, e não é preciso seguir uma sequência lógica, vou começar pelo segundo, Toejam & Earl in Panic on Funkotron, um bom jogo de plataforma.

Funkotron é invadido por terráqueos

Há alguns anos, Toejam & Earl acidentalmente caíram no planeta Terra (esse episódio é contado no primeiro jogo, que será resenhado na próxima parte desse artigo). Eles conseguiram consertar a nave e voltar à Funkotron, mas não vieram sozinhos: Terráqueos “pegaram carona” com eles e estão aterrorizando Funkotron.

Terráqueo em Funkotron

São crianças inquietas que ficam perturbando os aliens, adultos com câmeras fotográficas, britadeiras e até cachorros bravos que atacam sem hesitar.

Toejam e Earl ficam muito assustados ao saber que são responsáveis por toda essa confusão e concordam que precisam fazer alguma coisa para revertê-la. Eles têm um plano: Capturar todos os terráqueos e mandá-los de volta à terra, devolvendo a paz a Funkontron.

Equipamentos para captura

As fases nunca têm chefe e consistem quase que unicamente na caça aos terráqueos.

Britadeira - Toejam & Earl in Panic on Funkotron

Para prendê-los você conta com um pequeno arsenal de acessórios:

  • Trap-o-Matic: pequenos potes que são atirados contra os invasores até encolhê-los
  • Funk Scan: é como se fosse um raio-x; serve para encontrar itens e terráqueos ocultos
  • Panic Button: quando pressionado, você entra em pânico e fica correndo e atirando como um louco
  • Funk Vacuum: uma máquina que suga todos os terráqueos que estiverem nas redondezas - ideal para os momentos de aperto
  • Funk Move: serve para atravessar paredes e chegar a lugares secretos

Quando você finalmente consegue “limpar” a área completamente, uma seta verde no painel aponta o final da fase. Chegando lá, todos os baderneiros são mandados de volta para Terra.

Mandando os Terráqueos de volta - Toejam & Earl in Panic on Funkotron

Procurando Lamont

Em meio toda essa confusão surge mais um problema: Lamont, o patriarca de Funkotron, a origem de todo o Funk, amedrontado, resolve se esconder. Sem ele, as cores do planeta estão ameaçadas.

Agora você deve encontrar as coisas favoritas de Lamont e tentar convencê-lo a voltar:

  • Pato de borracha
  • Lesma de estimação
  • Gravador
  • Par de tênis vermelho
  • Almofada
  • Planta
  • Ventilador de teto
  • Pickles coberto com chocolate
  • Coleção de globos oculares
  • Pintura favorita

Coisas de Lamont - Toejam & Earl in Panic on Funkotron

Diálogos e charadas

Ao longo do jogo você encontra com amigos alienígenas e vai conversando com eles, pegando dicas - principalmente quanto a localização das coisas de Lamont - ou participando de Jam Sessions. Às vezes eles te ajudam de graça, outras vezes pedem favores ou fazem alguma charada.

Por isso mesmo, é imprescindível entender um pouco de inglês - pelo que sei, não existe tradução disponível. Até dá pra jogar sem entender, mas você vai perder as melhores partes do jogo e não vai se divertir com as situações cômicas e excentricidades dos conterrâneos.

***

Toejam & Earl in Panic on Funkotron é um jogo muito peculiar e muito estranho. Se bem me lembro, a primeiro coisa que pensei quando pus minhas mãos nele foi “o que porra é isso?”. Todos os personagens, sem nenhuma exceção, são originais e o jogo como um todo te convence que realmente se trata de algo de outro planeta.

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jun 03 2008

Demon’s Crest

Demon’s Crest é um jogo do Super Nintendo, lançado em 1994 e produzido pela Capcom. Terceiro e provavelmente o último jogo da série Gargoyle’s Quest (← em inglês).

Tela de abertura - Demon's Crest

As pedras com poderes mágicos

Tudo começou há muito tempo. É que a lenda diz que o mundo, em tempos remotos, era dividido em dois reinos: Um governado pelos humanos e outro pelos demônios.

Um dia, algumas pedras com poderes mágicos caíram, vindas do céu, no Reino dos Demônios. Eram seis: Pedra do Fogo, Terra, Ar, Água, Tempo e Paraíso. Todos sabiam que as Pedras Mágicas eram capazes de dar um imenso poder a quem quer que as possuísse.

Os demônios ficaram encantados e ansiosos pelos poderes mágicos. A ambição deu início a uma terrível guerra civil no Reino dos Demônios.

Firebrand, também conhecido como Demônio Vermelho, derrotou todos os outros e coletou cinco Pedras Mágicas: A do Fogo, Terra, Ar, Água e Tempo. Mas não ficou satisfeito, pois lhe faltava uma, a do Paraíso, que estava com o Dragão Demônio. Os dois, então, começaram a lutar.

Depois de uma longa batalha, Firebrand finalmente venceu, conquistando todas as Pedras. Mas pagou um alto preço por isso tudo: Saiu criticamente ferido da terrível luta com o Dragão Demônio.

Phalanix, se aproveitando da fraqueza de Firebrand, o atacou de surpresa e roubou todas as Pedras Mágicas.

***

No jogo, você assume o papel de Firebrand e deve reconquistar todas as Pedras e se vingar de Phalanix.

Jogabilidade

Demon’s Crest é um jogo de plataforma, mas contém algumas características de RPG, como a possibilidade de comprar porções e pergaminhos para recuperar o life, aumentar o poder e equipar itens.

As fases seguem o padrão dos jogos de plataforma: Firebrand enfrenta inimigos durante todo o percurso até chegar no fim, onde luta com o chefe.

Caminhos alternativos e passagens secretas também são características de Demon’s Crest.

A jogabilidade é que é o legal. Ao longo do jogo você vai adquirindo itens que, quando equipados, modificam totalmente tanto os golpes e habilidades quanto o aspecto físico de Firebrand.

Pedras Mágicas

As Pedras mágicas são adquiridas, no geral, quando um chefe é derrotado e são responsáveis pelas maiores transmutações.

Firebrand - Demon's Crest

Pedra do Fogo - Essa é a forma mais comum de Firebrand. Possui asas, pode ficar parado no ar e cuspir bolas de fogo. Essa Pedra é dividida em cinco partes, mas todas elas só alteram o poder que é cuspido por Firebrand, o aspecto físico continua o mesmo.

G. Gargoyle - Demon's Crest

Pedra da Terra - Não tem asas, mas em compensação pode correr e quebrar barreiras, e cospe um tipo de larva que escorre pelo chão.

A. Gargoyle - Demon's Crest

Pedra do Ar - Dentre as formas que conseguem voar, essa é a mais perfeita, por ser mais rápida e ágil para manobras. Agora ele cospe uma espécie de bumerangue na cor azul.

T. Gargoyle - Demon's Crest

Pedra da Água - Especial para as fases na água: Usando-a, Firebrand pode respirar e nadar perfeitamente nas águas do oceano.

L. Gargoyle - Demon's Crest

Pedra do Tempo - Possui um dos ataques e defesa mais fortes - o life é dobrado.

U. Gargoyle

Pedra do Paraíso - Essa é a última e mais poderosa. Reúne todas as outras formas e apresenta uma novidade no ataque: É possível segurar o botão para acumular poder - como em Mega Man.

Usá-la é um privilégio, pois só está disponível para quem termina o jogo em 100% - nem todos conseguem.

Só podemos usar uma Pedra por vez.

Talismãs

Talismãs - Demon's Crest

Também existem Talismãs. Geralmente estão escondidos espalhados em lugares secretos. São cinco:

  • Crown (facilita a coleta de dinheiro)
  • Skull (ajuda a conseguir itens para repor o life)
  • Armor (serve como uma armadura)
  • Fang (aumenta o poder de ataque)
  • Hand (deixa o ataque mais veloz).

Assim como as Pedras Mágicas, apenas um talismã pode ser usado de cada vez.

Porções e Pergaminhos

Porções e pergaminhos - Demon's Crest

Existem algumas lojas que vendem porções e pergaminhos para auxiliar nos momentos difíceis. A meu ver, a maioria são inúteis - eu só usava as porções para recuperar o life.

Para possibilitar a compra desses itens são necessários os vasos, para pôr as porções, e “folhas”, para fazer os pergaminhos.

Dificuldade

Alguns chefes são osso duro de roer, mas isso nem se compara ao trabalho que dá coletar todos os itens.

Para achá-los são necessárias duas coisas:

1 - visitar a mesma fase por no mínimo três vezes: Na primeira vez em que você entra numa fase é bem provável que não seja possível seguir um caminho alternativo, pois é exigida uma habilidade que você ainda não tem - por exemplo, respirar embaixo d’água.

2 - intuição e muita atenção: Com exceção das Pedras Mágicas, a maioria dos itens estão ocultos. Você precisa estar atento e ter sensibilidade para desconfiar de algo que parece estranho e pode ser uma passagem secreta.

Demon’s Crest tem quatro finais. O último deles só é mostrado quando o jogador coleta todos os itens. Então é dado um password que torna possível usar a Pedra do Paraíso - a mais poderosa - e enfrentar um chefe secreto, chamado Dark Demom. Eu ainda não consegui derrotá-lo, o desgraçado é quase invencível.

Gráficos e trilha sonora

Pelo que já foi dito, dá pra se notar que se trata de um jogo um pouco sinistro.

Os gráficos realçam isso de maneira esplêndida. As imagens que aparecem ao fundo são sempre sombrias: Árvores secas, tochas acesas, estátuas seculares, nevoeiro, esqueletos, montanhas escuras…

Montanhas - Demon's Crest

As músicas são, em sua maioria, tocadas no Órgão, marca registrada dos temas de terror.

***

A junção dos gráficos, trilha sonora, animação e enredo faz com que essa esfera meio demoníaca esteja presente durante todo o jogo.

Quem gosta de plataforma, RPG e jogos de terror tem boas chances de se tornar um fã de Demon’s Crest, que casa perfeitamente esses três gêneros.

Atualização (04/06/2008): O Hazger recomendou, através dos comentários, o site Infinity, que contém artwork, sprites, trilha sonora e informações de todos os jogos do Firebrand.

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mai 25 2008

Top 7 melhores jogos do Mega Drive

Eu e mais seis pessoas fomos convidados para um post coletivo. Como diz o título desse artigo, juntos indicaremos os jogos que, segundo nossas opiniões, são os melhores do Mega Drive. Essa é uma ótima oportunidade para você conhecer ótimos jogos que por algum motivo obscuro não tinham chegado em suas mãos.

Notas: 1- Cada participante apontou apenas um jogo - o nome do autor está logo abaixo de sua indicação. 2 - Caso queira, clique nas imagens para vê-las em tamanho original.

The Revenge of Shinobi

Tela inicial - The Revenge of ShinobiThe Revenge of Shinobi - primeira faseThe Revenge of Shinobi - segunda fase

Por: Alex Souza
Blog: Game Retrô (esse que você está lendo nesse momento)

The Revenge of Shinobi sempre vai ser o número 1, e não é somente do Mega Drive. É um dos jogos mais perfeitos que já se fez, e acho que o único do qual não tenho nada a reclamar.

Joe Musashi é o protagonista. Começou muito cedo, ainda criança, a estudar o Ninjutsu, preparando-se física, mental e espiritualmente. Graças a sua perseverança e dedicação conseguiu se tornar um shinobi, dominando as técnicas necessárias para enfrentar uma luta tanto armado quanto desarmado, espionagem e camuflagem e conquistando serenidade de espírito e sabedoria em todos as suas ações.

Neo Zeed, um sujeito ambicioso e de mal coração, com pretensões de dominar o mundo, na escolha de suas primeiras ações para tal, resolveu assassinar o grande mestre do clã de Oboro e sequestrar a jovem Naoko. Joe Musashi se revolta e parte com a missão de resgatar Naoko e vingar a morte de seu mestre.

No jogo, você poderá atirar shurikens, usar espadas, chutar e dar saltos duplos. E também 4 poderes ninjas estão disponíveis: ikazuchi (escudo), kariu (destruição), fushin (velocidade) e mijin (suicídio).

Tudo isso, somado aos movimentos, trilha sonora, gráficos - como plantações de bambu e templos antigos, ao fundo - e fidelidade à temática proposta inicialmente faz de The Revenge of Shinobi um dos melhores jogos do Mega Drive.

Phantasy Star - The End Of The Millennium

Phantasy Star - The End Of The Millennium - tela inicialPhantasy Star - The End Of The Millennium - screen 1Phantasy Star - The End Of The Millennium - screen 2

Por: André Breder
Blog: Retrobits

Phantasy Star - The End Of The Millennium (que ficou popularmente conhecido como Phantasy Star IV) lançado em 1993 no Japão e no ano seguinte nos Estados Unidos, é sem dúvida o melhor episódio da série de RPG mais famosa da Sega. Este jogo trouxe tudo o que deu certo nos jogos anteriores e ainda conseguiu ir mais longe, trazendo boas novidades para os fanáticos pela série Phantasy Star se divertirem como nunca puderam antes!

Uma grande e grata novidade trazida para série Phantasy Star neste quarto episódio, é que nele existe uma maior interação entre os personagens, que podem conversar a qualquer momento sobre os próximos objetivos da aventura! E existem muitas cenas de diálogos durante todo o jogo, que servem, além de contar de forma primorosa todo o decorrer da estória de PS IV, para demonstrar para os jogadores como são as personalidades de cada personagem. Outra novidade que os fãs da série notaram, e aprovaram, é que agora é possível entrar em batalhas contra monstros quando você está com seus personagens dentro de um veículo. Nada melhor do que ficar protegido dentro do lendário Land Rover e disparar alguns raios laser nos monstros que teimam em ficar no seu caminho.

E as naves espaciais, lógico, também se fazem presentes em mais este espisódio da saga! A jogabilidade de PS IV manteve muito dos jogos anteriores da série, mas trouxe algumas novidades que só tornam o game ainda mais agradável de se jogar. Existem agora comandos programados, chamados macros, que servem especialmente para ativar mais facilmente os ataques combinados, que são quando dois personagens unem seus poderes mágicos ou técnicas especiais, criando assim um ataque ainda mais poderoso do que eles possuem individualmente, causando estragos consideráveis nos inimigos.

Com gráficos excelentes, trilha sonora empolgante, efeitos sonoros clássicos e proporcionando muitas horas de diversão, PS IV é para mim o melhor jogo lançado para o Mega Drive.

Contra Hard Corps

Contra Hard Corps - tela inicialContra Hard Corps - screen 1Contra Hard Corps - screen 2

Por: Arildo
Blog: Ultra Combos

Em um ambiente futurista,lembrando Exterminador do Futuro ou HQ SCI-FI,você pode escolher entre 4 agentes,tem até mulher na parada,são eles: Ray,Sheena,Fang e Browny. Tudo gira num rítmo alucinante,com uma jogabilidade bem dinâmica como nos jogos de fliperama do gênero,da pra sair atirando que nem Rambo: Pegar carona,perseguir sobre um super veículo,”fazer tricô” e até objetos do cenário são destruídos; além de um enredo introduzido por diálogos entre entre as fases,com reviravoltas na trama.

Os personagens são pequenos,mas a forma como as animações reagem à destruição em massa,impressiona e só dá apetite.Gráficos excepcionais! Você pode escolher armas de vários “sabores” diferentes(Laser,Tiro Múltiplo,etc),que você vai adquirindo no decorrer do jogo,e ainda conta com movimentos especiais como arrastar.

O final varia de acordo com o caminho e há também fases secretas e 3D,para satisfazer os jogadores mais exigentes e para estender suas horas de diversão.

Os efeitos sonoros soam bem e a trilha sonora é agitada e empolgante.
Seu resultado é tão bom que pode agradar até quem não é chegado ao estilo Shooter.

Sonic 2

Sonic 2 - tela inicialSonic 2 - screen 1Sonic 2 - screen 2

Por: Filipe Vasconcelos
Blog: MisterApe

Quem nunca passou boas horas se divertindo com o ouriço azul mais
veloz do mundo dos games? Na minha sincera opinião, Sonic: The
Hedgehogh 2 não é apenas o melhor já feito da série, como também o
melhor já feito para o Mega Drive.

O Dr. Eggman esta de volta e pretende roubar as Esmeraldas do Caos
para dominar o mundo. Felizmente Sonic esta de volta para impedir
Eggman de concretizar seus planos, e dessa vez, Sonic não vai encarar
essa sozinho. Junto com Sonic esta a raposinha, Tails, juntos eles vão
atravessar por 10 estágios com muitos perigos, robôs, moedas e o
malvado Eggman tentando impedi-los de recuperar as esmeraldas do Caos.

Acho que não há defeitos para por neste game. Seus gráficos são até
hoje os mais impressionantes já vistos nos 16 bits da Sega. Sonic se
aventura em florestas, laboratórios, montanhas nevadas, cavernas,
plataformas de petróleos e até mesmo o espaço sideral. A trilha sonora
também ficou marcada como a melhor da série até hoje.

Se você é fã de Sonic e nunca jogou Sonic: The Hedgehogh 2 então não
pode se considerar um fã do ouriço azul sem ter jogado a sua mais
memorável e viciante aventura.

Ristar

Ristar - tela inicialRistar - screen 1Ristar - screen 2

Por: Lucas Oliva
Blog: Oito Bits

Porcos-espinhos azuis, encanadores bigodudos, filhotes de dragões e minhocas em trajes espaciais, realmente o universo dos jogos eletrônicos possuem protagonistas peculiares. Um deles me chamou a atenção na prateleira de uma locadora a muitos anos atrás, era pequena estrela com braços, pernas e cara de malandrona. Apenas isso seria suficiente mas o “é mais legal que Sonic” disparado pelo dono da locadora colaborou na decisão.

Ao chegar em casa descobri que a surpresa era mais do que agradável. O pequeno RISTAR defendia os planetas do sistema Valdi dos assombros do vilão Greedy através de cenários coloridos e fases muito bem planejadas. O charme do jogo estava em sua jogabilidade, o nosso pequeno astro (literamente hehe) pode dar apenas pulos fracos e baixos mas é capaz de arremessar seus braços em direção a objetos e inimigos para agarra-los, arremessa-los, puxa-los e até mesmo se balançar. Os chefes de fase são sempre alienígenas esquisitos (existe algum que não seja?) e derrota-los é um processo muitas vezes engenhoso. As fases lembram muito os estágios de Sonic, há uma incrível semelhança até nas telas de entrada.

Ristar é realmente um jogo peculiar, que me garantiu horas e horas a fio de diversão. Este é certamente, ao lado de QuackShot, um dos meus jogos favoritos de Mega Drive. Aos saudosistas, experimentem a password SUPERB para ter acesso ao modo VERY HARD e veja se você é uma estrelinha machona mesmo! :] - Jogo disponível no Wii Virtual Console.

Strider

Strider - tela inicialStrider - screen 1Strider - screen 2

Por: Mcs
Blog: Passagem Secreta

Strider (CAPCOM) ganhou quase todos os prêmios de jogo do ano em 1990, quando foi lançado, e é fácil entender o porquê: gráficos e sons dignos de um cart de 8 mega, ação furiosa com uma dificuldade sempre lembrada em fóruns de games quando o assunto é “o jogo mais difícil”, uma jogabilidade que beira a perfeição, entre outros.

Hiryu é uma espécie de “ninja high-tech”, o mais habilidoso membro de uma organização anti-terrorista com treinamento extremo. Ele deve sozinho deter uma invasão alienígena no planeta Terra, e conta com uma poderosa espada de plasma e a ajuda de sofisticados robôs que o auxiliam nesta tarefa.

O clima do jogo é uma obra-prima, misturando elementos futuristas, num ambiente high-tech e em cenários da União Soviética como Sibéria e uma típica cidade russa. O jogo é muito curto (talvez seu principal defeito), mas tudo nele é intenso. São 5 fases, com vários trechos distintos, sendo que em cada um deles há um tempo curto (1 minuto e pouco em média), uma música diferente para cada trecho (e não uma única música para a fase toda), sub-chefes no meio delas e inimigos ininterruptos. O desenho das fases (adoro a 2ª fase), inimigos e itens é muito bem feito, a dinâmica do jogo é excelente, há várias vozes sintetizadas, e a velocidade com que tudo isso flui é perfeita.

Este jogo marcou muito a minha infância; não poderia ter escolhido outro game. Além de ter um personagem dos mais cultuados pelos gamers até hoje, é o exemplo perfeito de como deve ser um jogo de ação.

Streets of Rage 2

Streets of Rage 2 - tela inicialStreets of Rage 2 - screen 1Streets of Rage 2 - screen 2

Por: Mestrechronos
Blog: The Four on

Street of rage 2 foi um diferencial dentro do estilo na época. Mais que gráficos lindos, chefes carismáticos e um monte de Garcias para brincarmos de boliche, a jogabilidade era afinada para a bordoada, não deixando um jogador sequer sem opções de “O que fazer com esse inimigo lazarento !!”

Tantas opções para macetar…dois toque pra frente + B, A, para frente + A, arremeso pela frete, por trás (ui), Pilão, ataque rosca de mini-mano, Hadouken cover, bicudo duplo na boca, tubos e conexões tigres nas costas…misericórdia !!

Jogar esse game em um nível de dificuldade elevado com um amigo é pedir para entrar em êxtase (com o jogo, não se empolgue com o coleguinha), aumente o som então que a gritaria será garantida :D

E tudo isso climatizado com uma trilha sonora que até hoje faz neguim arrepiar (eu incluso).

Por isso, sem pensar duas vezes, que escolhi o Street of rage 2 como o melhor game do Mega Drive, e escolheria de novo, se fazer isso tivesse algum sentido :P

***

Abraços a todos os que escreveram para este meme e meus sinceros agradecimentos ao André Breder, pelo ótimo convite.

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mai 08 2008

Se aprofundando nos Jogos de Terror

Arquivado em Dicas

Há dois meses eu reproduzi aqui uma matéria de revista falando sobre os jogos de terror. Faz uma breve introdução sobre a entrada do gênero para o Video Game e cita 4 jogos.

Horror Games

Quem gostou da matéria poderá ficar interessado também em uma página que encontrei ontem. Se chama Horror Games.

A página contém diversos artigos e resenhas e é mantida pelo site Boca do Inferno, que abrange, também, filmes e literatura. É uma das maiores autoridades do estilo, tendo sido premiado mais de uma vez pela mídia - logo, sabem do que estão falando.

Recomendo, de cara, dois itens:

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mai 05 2008

Matéria sobre equipamentos usados na simulação de corridas

Arquivado em Arcade, Reportagens, Simuladores

No domingo passado, o Auto Esporte mostrou uma matéria sobre os equipamentos usados pra fazer a simulação das corridas nos Video Games. E aí estão incluídos sensor de movimento (o ângulo da câmera muda de acordo com a direção que você está olhando), um dispositivo que faz a cadeira vibrar e, logicamente, volante, alavanca e pedais - inclusive com embreagem - de última geração.

Um dos jogadores que foram mostrados na matéria, Diego Nunes, é piloto de verdade e disse que “mais real que isso, só guiando o próprio carro na pista”. No vídeo, você poderá ver ele apontando todas as semelhanças e explicando o que causa essa sensação de realismo.

Os equipamentos mostrados na matéria são top de linha e custam quase R$ 2.000,00. Mas também existem os mais baratos - com R$ 100,00 já é possível comprar - que também foram testados e comentados pelo piloto Diego Nunes.

Assista a matéria na íntegra:

Link para o vídeo: Pista em casa (03:50 minutos).

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